Profissionais da educação participaram de uma palestra com o tema “Deficiência Múltipla: Inclusão e Humanização”, que teve como objetivo formar os professores das salas de Recursos Multifuncionais, estagiários e os demais servidores da rede, para ampliar os conhecimentos no que compete aos estudantes com deficiência na rede municipal de Educação de Belém (RME).
Durante a formação, a temática abordou as formas e os tipos de materiais adaptados que atualmente a RME possui, o que garante o melhor atendimento dos estudantes.
Além da sala de aula
“Com essa formação, os educadores compreendem que a acessibilidade está para além da presença do estudante dentro da sala de aula. A formação permite compreender que existem práticas adequadas e personalizadas, para que os estudantes acessem a todos os espaços e atividades desenvolvidas dentro e fora da escola’, relatou Giovana Souza, coordenadora em exercício do Centro de Referência em Inclusão Educacional (CRIE) Gabriel Lima Mendes.
As práticas formativas são essenciais na vida do educador, isso possibilita a interação e o comprometimento com o processo de ensino aprendizagem dentro da rede.
Olhar enriquecedor
“A formação é sempre importante para nós professores e para os estagiários, pois é uma oportunidade de receber conteúdos novos e de esclarecer dúvidas. Então, é importante que a Semec, enquanto gestão, tenha esse olhar enriquecedor”, destacou Vera Leal, professora da sala de recursos multifuncionais da escola municipal Alzira Pernambuco.
Estrutura e acessibilidade
Atualmente, a rede municipal amplia a criação de novas Salas de Recurso Multifuncionais (SRM).
Atualmente, há 84 SRMs na rede municipal de ensino, funcionando com 120 professores especializados e com o auxílio de estagiários, contratados por meio da parceria entre as Secretarias Municipais de Administração (Semad) e Educação (Semec).
Eles atuam junto aos mais de 2.500 estudantes com diversas deficiências, entre as quais as intelectuais, físicas, motoras, visual, múltiplas, auditiva; as relacionadas a síndromes genéticas, como Down, Usher e Rett; e casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e de altas habilidades/superdotação.
“É uma somativa, pois vemos coisas novas além do que já sabemos e precisamos sempre estar atualizadas em assuntos com essa temática. E tendo essas formações podemos observar cada especificidade no cotidiano”, explicou Alexandra Faro, professora da escola municipal Honorato Filgueiras.
Texto:




