Como parte da programação da Belém-Mairi Agosto dos Povos Indígenas, a Prefeitura de Belém por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec) e Coordenaria Antirracista (Coant), realizou nesta terça-feira, 22, no Sindicato dos Professores (Sinpro), a qualificação de 60 professores da rede municipal, para debater sobre “Diálogos interculturais: educação e saberes indígenas”, uma forma de combater o racismo e o preconceito dentro das escolas municipais.
O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, fez parte da mesa de abertura do evento, junto ao coodenador de Educação Escolar de Indígenas e Refugiados da Semec, Wender Tembé; do representante da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Belém, André Pantoja; e das representantes da Coant, a coordenadora-adjunta Luana Kumaruara e a servidora Jomara Tembé.
“A educação é um instrumento fundamental para a construção do futuro. A Prefeitura de Belém está há dois anos com a presença indígena na Semec e Coant. E essa presença indígena no quadro do governo é de fundamental importância para a nossa gestão”, ressaltou o prefeito de Belém.
Diálogo permanente
A coordenadora-adjunta Antirracista disse que a sua pasta faz um diálogo permanente com a Semec, porque “esse diálogo é de fundamental importância para as crianças bilíngue, que hoje estão na cidade e têm dificuldade de acessar o sistema de educação”.
Segundo ela, desde 2022, a partir de uma parceria com a Semec, a Coant atua com propósito de realizar um trabalho preventivo para combater o racismo nas escolas. “Não queremos atuar perante os atos de racismo. Então, para combater essa violência de forma preventiva, estamos aqui nessa construção com os principais atores da rede de educação: os professores”.
A programação, que se iniciou no dia 18 de agosto e segue até o dia 25, é parte da celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas, que visa também a implementação da Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008, legislação que determina a obrigatoriedade do estudo da História e Cultura Indígena e Afro-brasileira nos espaços de ensino fundamental e médio.
“Nesta atual gestão, a implementação da Lei 11.645 é muito importante para a nossa formação e, também, para a qualidade de ensino das crianças, sejam elas indígenas, sejam não indígenas”, comentou o professor de Filosofia da rede municipal de educação, Jocélio Mácula.
Programação
Na proxima sexta-feira, 25, a programação da Belém-Mairi Agosto dos Povos Indígenas encerra com a atividade no Bosque Rodrigues Alves, na Av. Almirante Barroso. Para esse dia, está previsto a exposição do artesanato de mulheres indígenas, além de pintura indígena e diálogos sobre “Mulheres Indígenas e a Economia do Cuidado”.
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