Nesta sexta-feira, 15, a Prefeitura de Belém premiou alunos de escolas municipais na Olimpíada e na Paralimpiada Matematicando. Foram distribuídos dezenas de notebooks a estudantes de todas as modalidades do ensino municipal, premiando também um projeto que consagra a Prefeitura de Belém como implantadora de um método revolucionário de ensinar a matéria que representa o terror de vários estudantes em todo o Brasil.
É que o país anda mal das pernas quando o assunto é o aprendizado de matemática. A última pesquisa, realizada em 2022, pelo programa internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) mostra que 7 em cada 10 estudantes de 15 anos não aprenderam o mínimo esperado na matéria. É na contramão dessa realidade que a Prefeitura de Belém tem investido no melhoramento do ensino de matemática na rede de ensino municipal.
Em 2023, o governo municipal, por meio do Centro Educacional de Inovação Tecnológica e Computacional (CETEC) da Secretaria Municipal de Educação (Semec), em parceria com a Inteceleri – Tecnologia para a Educação, desenvolveu o projeto VER A TCCH, com o objetivo de melhorar o desempenho em matemática de alunos do ensino fundamental em pelo menos 12%.
O projeto se apoia nas orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a Educação Básica, desenvolvendo atividades com propostas lúdicas e criativas no aprendizado da matemática.
“Esse método que a Prefeitura vem implantando na matemática é revolucionário, utilizando a internet, os computadores, os telefones celulares no aprendizado; isso tem despertado o interesse dos estudantes pela disciplina”, comentou a Secretária municipal de Educação, Araceli Lemos.
As competições
Desde de agosto deste ano, o projeto VER A TECH realiza, simultaneamente, a Olimpíada e Paralimpiada Matematicando, que já envolveu na competição mais de 15 mil estudantes do 1° ao 9° ano do fundamental. E também todas as totalidades da educação de jovens, adultos e idosos (EJAI) e discentes com deficiências visual, auditiva, física e intelectual, TEA e em avaliação da rede municipal.
A Olimpíada e Paralimpiada Matematicando foi dividida em 3 etapas eliminatórias: a primeira prova realizada em agosto, a semifinal no final de novembro e a final aconteceu hoje,15, na Escola Estadual de Educação Tecnológica (EETEPA) Doutor Celso Malcher, localizada dentro do Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá, na UFPA.
As provas são diferenciadas pelo ano de aprendizagem, mas todas tiveram como base a aritmética e pensadas para desenvolver as habilidades de cálculo mental, pensamento computacional e raciocínio lógico.
O fato inovador é que não foram usados papel e nem caneta, os estudantes fizeram o teste por meio de smartphones distribuídos pela empresa Inteceleri.
“Nós aliamos o aprendizado à tecnologia. O uso do celular é um meio de despertar os interesses dos estudantes para o aprendizado da matemática”, comentou Geldes Castro, coordenador do CETEC.
Na final, participaram 767 estudantes
Quase mil estudantes da rede municipal participaram da final, em três turnos, nessa sexta-feira.
Durante a manhã, participaram os estudantes do 1° ao 5° e os alunos da Paralimpíada; à tarde foi a vez dos estudantes do 6° ao 9° ano e, à noite, o pessoal da EJAi.
Para o diretor geral da Semec, Laurimar Farias, com realização da competição do Matematicando a Prefeitura conseguiu atingir o objetivo de incentivar e despertar o interesse dos alunos das escolas municipais pela matemática.
“Nós conseguimos promover o aprendizado da matemática de forma qualitativa, lúdica e sem pressão. Eu tenho certeza que isso vai trazer boas notas nas provas avaliativas que estão por vir”, disse Laurimar.
As premiações
Foram premiados os 3 primeiros colocados por ano, por turmas de totalidades do Ejai e das categorias da paralimpiada.
O primeiro lugar ganhou um notebook, o segundo um smartphone e o terceiro um tablet.
O professor de cada aluno campeão ganhou um notebook.
“Com esse computador, eu vou estudar mais ainda e vou jogar também. Eu vou ajudar os meus amigos da escola a ganharem da próxima vez”, falou a aluna Izabelly Barreto, de 11 anos, da escola municipal Carlos Batista, que ganhou um notebook pelo primeiro lugar.
As escolas que tiveram o maior número de vencedores de 1° ao 5° ano e do 6° ao 9° ano ganharam um laboratório Maker com 20 smartphones e 20 óculos de realidade virtual.
A escola Pedro Demo no Outeiro foi a ganhadora do laboratório da primeira categoria (1° ao 5° ano), e a escola Anna Barreau, em Mosqueiro, venceu o da segunda categoria (6° ao 9°).
“Eu estou muito emocionada, conseguimos mostrar toda a força que tem a nossa escola em Outeiro”, comentou Belmira Silva, coordenadora da escola campeã Pedro Demo.
No total foram distribuídos 38 notebooks, 59 smartphones ,19 tablets e 40 óculos de realidade virtual.
Para 2024 a Prefeitura estuda a possibilidade de dobrar o número de alunos participantes.
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