Oficina auxilia educadores sobre a nova ótica de ensino da Língua Portuguesa 

• Atualizado há 4 anos ago

Aplicar a Língua Portuguesa conforme a filosofia orientada pelo educador Paulo Freire. Esta é a proposta da oficina de “Expressão Verbal”, ministrada pelo professor Osvaldo Coimbra, que integra a programação da I Festa Literária de Belém (Flibe), que integra a I Bienal de Artes de Berlém.

A Flibe é promovida pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec). A oficina começou nesta segunda-feira, 19, e segue até o próximo dia 28, no Centro de Formação de Educadores Paulo Freire.

“A ideia é substituir o currículo tradicional da Língua Portuguesa por uma vivência do cotidiano das pessoas através de criação de textos”, explicou Coimbra, ao acrescentar que a “nossa língua, nosso código verbal não deve ser apenas engessado por regras gramaticais, é preciso ir além para não provocar desinteresse à disciplina, o que é uma deformação”.

A oficina propõe trabalhar com o exercício da criação de textos em substituição tradicional ensino da Língua Portuguesa limitado às regras gramaticais.

Para isso, prossegue Coimbra, “a produção do textual levará em consideração três habilidades fundamentais: a capacidade de percepção, a reflexão a respeito e, por fim, a verbalização”.

Ou seja, cada participante da oficina irá produzir um texto escolhendo uma situação ou um personagem que considera importante dentro da sua realidade na comunidade escolar de atuação. “Como ele percebe esse cotidiano, sua reflexão sobre o que vê e exteriorizar por meio de palavras”, reforçou Coimbra. 

“Minha perspectiva é que a oficina seja socialmente útil, e que possamos ao final, elaborar uma publicação, documentar todo esse material produzido para auxiliar na formação de educadores”, sublinhou.

A oficina reúne cerca de 60 pessoas, a maioria educadores da rede municipal de ensino.

Texto:

Silvia Sales

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