No último dia da I Feira Literária de Belém, ocorreu a Mesa de Diálogos Ciranda de Direitos: Bases para uma cidade leitora, inclusiva, alfabetiza e educadora, que contou com a participação do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, da secretária municipal de educação, Márcia Bittencourt, e o presidente da Fundação Cultural do Pará (FCP), Guilherme Relvas, formando a mesa no auditório central Ismael Nery, no Centro Cultural Tancredo Neves (Centur).
O evento ocorre desde a sexta-feira,16 de setembro, e terminou nesta sexta-feira, 23. É a primeira vez que Belém realiza essa feira, com o objetivo de tornar a cidade mais leitora, alfabetizadora e educadora, incluindo a todos. A feira literária já reuniu 48 mil participantes até essa quinta-feira, 22.
Trabalho contínuo – O professor, Luis Fábio, 48 anos, faz parte do Projeto Alfabetiza Belém e aproveitou para levar seu neto. “Esse trabalho tem que ser contínuo, todo ano precisa acontecer uma feira dessas, para que não deixe morrer a nossa cultura. Não só no Centur, mas também expandir para outros bairros”, disse Luis.
Ele ainda continua. “É muito gratificante esse trabalho, pois tirou as dúvidas de muita gente. Que o encontro dessa nova geração aconteça mais vezes e possa formar pessoas literárias”.
Democratização de acesso aos livros – A Secretaria Municipal de Educação (Semec) já realiza seu trabalho inspirado no método Paulo Freire, importante para a educação brasileira e para a formação dos servidores do município de Belém, além de ter o compromisso de democratização do acesso aos livros.
Para o professor da escola Nestor Nonato de Lima, Mário Brandão, 46 anos, foi um momento para levar os alunos para a feira. “Eu acredito que é uma oportunidade para nós educadores e para a cidade como um todo. É uma forma de incentivar a leitura, sabendo que hoje a gente luta muito, enquanto professor, contra aquelas tecnologias que, às vezes, se tornam muito nocivas para os nossos jovens. E o livro é uma tecnologia que ainda pode ser muito utilizada. Então, penso que é uma oportunidade para todos nós, enquanto educadores”, afirmou Mário.
“Ontem tivemos aqui com os nossos alunos da escola Nestor Nonato que fazem parte do projeto de robótica, e eles apresentaram um carrinho 100% elétrico feito pelos alunos, a partir de sucatas, com suporte para carregar uma criança. Eles vieram mostrar essa atividade aqui”, declarou o professor.
Promoção de Cultura – O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, esteve também na mesa de diálogos. “É uma promoção de cultura com o objetivo de incentivar o amor pelo livro e pela liberdade. O evento é uma festa, não se resume à apresentação e a venda de livros”, disse o gestor da cidade.
O prefeito anunciou ainda mais eventos para o próximo ano. “O importante é a culminância como um grande debate. E a grande definição deste debate, do qual eu participei honrosamente, é o saldo disso: a realização de um Congresso Municipal do Livro e da Leitura, para transformar Belém na capital nacional da leitura e definir uma política pública que vai se transformar em lei municipal, voltada à criação dentro do sistema de educação integrado ao Sistema Nacional do Livro. Então, é uma vitória da Flibe poder dar um ponta pé para a formação de uma política que transformará Belém a capital nacional da leitura”.
A Flibe será anual e, a cada dois anos, coincidirá com a Bienal de Artes. Ano que vem, em 2023, a prefeitura de Belém irá realizar dois eventos, a II Flibe e o Congresso Municipal do Livro e da Leitura.
Ao final da mesa houve apresentação de canções interpretadas pela cantora, atriz e diretora Rosi Tuñas e o cantor mineiro Breno Viana, com participação especial do Prefeito Edmilson Rodrigues.
Texto: Débora Lopes, estagiária de Jornalismo, supervisionada pela jornalista Cleide Magalhães.
Texto: Débora Lopes








