Neste sábado, 12 de novembro, é comemorado o Dia do Diretor Escolar, profissional que tem a responsabilidade de acompanhar todas as atividades das unidades educativas. Eles encaram desafios diários para construir e executar (com a participação da comunidade escolar) o projeto político-pedagógico que norteia as atividades escolares.
A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec), abraça todos esses profissionais pelo empenho e dedicação na luta por uma Belém educada, alfabetizada, leitora e inclusiva.
Em 2021, os gestores ganharam mais autonomia para promover uma educação democrática e emancipatória para que o educando se desenvolva como um futuro transformador da sua realidade. A rede municipal de ensino escolheu dois exemplos de educadores, que representam o conjunto de gestores que atuam nas 201 unidades de ensino de Belém.
Eles contam suas experiências, comemoram os projetos bem-sucedidos e admitem que são muitos os desafios: a professora Sandra Helena do Couto, que dirige a Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental (Emeif) Pedro Demo, localizada em Outeiro; e o professor Élison Ferreira, gestor da Escola Municipal de Educação do Campo (Emec) Milton Monte, na Ilha do Combu.
Proposta Pedagógica
“Quando aliamos arte, cultura e preservação ambiental ao ensino-aprendizagem, todos ganhamos: educadores, estudantes e a comunidade onde está inserida a unidade educativa”, afirma o professor Élison Ferreira, diretor da Escola Milton Monte.
O professor mora em Abaetetuba, mas passa a semana em Belém organizando as atividades que serão desenvolvidas com os estudantes da ilha. Ele conta que sempre estudou em escola pública e está na rede municipal de educação há 10 anos.
Pode parecer pouco tempo, mas a promoção e a valorização da cidadania exercidas em outras atividades conferiram a ele uma experiência sem igual para assumir a direção de uma escola ribeirinha e desenvolver projetos coletivos com a participação da comunidade local.
Antes de atuar na Milton Monte, Élison assessorou movimentos populares, foi conselheiro do Movimento Nacional de Direitos Humanos e atuou no Conselho Tutelar de Abaetetuba.
Arte para educar
“Nós temos uma veia artística e aqui a gente discute tudo de forma coletiva e as ações são permeadas por expressões artísticas, importantes para o desenvolvimento humano”, destaca o professor Élison. Ele acrescenta exemplos de estudantes que eram muito tímidos em casa, porém “com o contato com a arte, essas crianças se tornaram muito mais seguras”.
Preservação
Ele relata também a experiência com o projeto “Por um rio de vida, artes, educação e cidadania”, de educação ambiental e que está inserido no projeto pedagógico da escola.
“A partir de diálogos sobre as consequências da poluição dos rios e do descarte irregular de resíduos sólidos, mostramos que essas ações são nocivas à saúde da comunidade, o que leva os estudantes, suas famílias e ribeirinhos a perceberem o quanto o meio em que eles vivem é importante e deve ser preservado”.
Desafios que inspiram
A diretora da Emeif Pedro Demo, professora Sandra Helena Couto, diz que o exercício da gestão impõe desafios diários. “Cada dia há uma situação nova a ser vivenciada, mas é muito bom não ser uma rotina. O desafio me inspira porque a cada dia aprendo mais. Aprendo com as crianças e com as relações humanas”.
Sandra conta que o ensino-aprendizagem na escola se apresenta por meio de várias ações e projetos, dentre os quais o “Educando com a horta escolar”. Para além de promover a educação ambiental, o “Educando com a horta Escolar” trabalha com o consumo sustentável, incentiva a alimentação saudável e valoriza a produção da comunidade local.
Outro projeto de destaque é o “Família e escola: parceiros na educação”. Este reúne estudantes e seus familiares no espaço escolar, com a participação dos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), levando vacina; do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), com atualização cadastral para recebimento dos benefícios sociais; e com os conselheiros tutelares, prestando orientações.
“É um grande momento de integração família e escola, de potencializar as ações desenvolvidas na unidade educativa e reforçar nossa proposta pedagógica”, festeja a professora.
Sandra está há 10 anos na rede pública de ensino e não se arrepende da escolha que fez. “Cheguei a cursar Economia na UFPA (Universidade Federal do Pará), mas não me identifiquei, foi quando escolhi a pedagogia, e sigo esse caminho da educação aprendendo mais do que ensinando”, conclui.
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