Literatura antirracista convida público a transformar a educação na 26ª Feira Pan-Amazônica do Livro

• Atualizado há 3 anos ago

Tratar de temas importantes socialmente promove diversas mudanças importantes: faz as pessoas refletirem, se incomodarem e se moverem em relação às transformações. Essa foi a proposta da Prefeitura de Belém, nesta quinta-feira, 14, na 26ª Feira do Livro e das Multivozes, em ação por meio da Coordenadoria de Educação para as Relações Étnico-Raciais (Coderer), vinculada à Secretaria Municipal de Educação (Semec).

A programação teve práticas pedagógicas de enfrentamento ao racismo, como a “Cartilha Marielle – direitos humanos e antirracismo na infância”, e jogos educativos com a temática antirracista, como o jogo da memória, e ainda trilha e quebra-cabeça. Houve também a exibição de um vídeo.

A “Cartilha Marielle” é um instrumento pedagógico para o enfrentamento do racismo cotidiano, informa a coordenadora do Coderer, Sinara Dias. “É um marco na rede municipal porque é o primeiro produto proposto pela Semec para esse trabalho, para o enfrentamento de algo que é tão constante e presente no nosso cotidiano”.

Programação especial

De forma acolhedora e com conhecimento do tema, a programação foi criada para as crianças entenderem mais sobre direitos humanos e antirracismo na infância. 

Na cartilha, os personagens Marielle, Márcia e Paulo são os protagonistas de uma história que aborda a desconstrução do racismo para as crianças. Além disso, o público infantil interagiu, na feira, com o cantinho da leitura de literatura antirracista, por meio do livro de pano da coleção Xirê Pedagógico.

“Achei muito legal a história do livro, porque mostra que temos que aceitar o outro como ele é”, interpreta a estudante Ana Cristina.

Educação Antirracista

Criada em 2021, a Coderer atende aos marcos legais sobre a implantação e implementação da Educação para as Relações Étnico-Raciais nos sistemas de ensino do país: uma resposta, visando a políticas públicas, às reivindicações históricas do Movimento Negro por condições iguais de acesso à educação pública no Brasil.

Neste sentido, a educação na capital paraense busca ser o palco de debate das relações étnico-raciais. É também um mecanismo de subversão na relação opressor-oprimido, instalada na estrutura da sociedade brasileira, entre brancos e negros, em decorrência do processo histórico da escravização.

Texto: Daryl Hannah 

Texto:

Leandro Muller

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