Com a intenção de divulgar ainda mais o Projeto Alfabetiza Belém, promovido pela Prefeitura da Nossa Gente em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), foi realizada a ação Saúde na Educação Popular, na Praça Matriz de Mosqueiro, nesta sexta-feira, 3. O evento apresentou o método de alfabetização “Sim, eu posso!” e alertou para alguns cuidados a oom a saúde.
A ação foi conduzida pela Coordenação de Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Coejai), da Secretaria Municipal de Educação (Semec) com a participação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e Agência Distrital de Mosqueiro (ADMOS).
Mais de 100 estudantes de 11 turmas do programa Alfabetiza Belém, que são coordenadas pelo MST em Mosqueiro, foram acolhidos, inicialmente, com uma dinâmica de alongamento e relaxamento.
Em seguida, as pessoas foram em cortejo até o prédio do antigo cursinho popular (ao lado da praça) para um café da manhã. Aí participaram das palestras sobre endemias, vacinação, uso de ervas medicinais.
Na ocasião, houve distribuição de kit menstrual para as estudantes.
Mobilização
Com a intenção de atrair mais pessoas para o programa Alfabetiza Belém, o MST apresentou o método “Sim, eu posso!”, demonstrado aos transeuntes que prestigiaram a ação social.
O método foi utilizado em Cuba para superar o analfabetismo e já percorreu mais de 30 países, com metodologia a partir de videoaulas.
O processo de ensino-aprendizagem é dividido em três etapas: treinamento, ensino de leitura e escrita, e consolidação.
Para isso é preciso seguir três marcos: escutar e ver (ouvido e olhos), escutar e ler (ouvido e livro), e escutar e escrever (ouvido e lápis).
José Messiano, da equipe da Coejai, revela a importância da parceria com o MST Belém para, até 2024, superar o analfabetismo na capital paraense. “Somente em Mosqueiro são 11 turmas e isso é maravilhoso”.
Messiano também disse que a partir desta primeira fase, de alfabetização e letramento, a Prefeitura que motivar os estudantes a seguirem os estudos nas turmas da Ejai para concluir o ensino fundamental. “Após a certificação desses estudantes, eles já têm garantida a matrícula na rede, agora, em março”.
“Essa ação é uma forma de fazer e construir consciência cidadã na sociedade”, destaca Antônio Agnor, que compõe a direção estadual do MST. “Por isso que vivemos um momento de culminância, onde transportamos educandos do seu território para a Praça Matriz para discutir a educação e a saúde na educação popular. Isso causa um impacto social muito grande na sociedade”.
Agricultor
Para Antônio Valadares Filho, agricultor, 73 anos, a prioridade é se formar: “Já passei por muita decepção na vida por não ter estudo. Agora eu quero e vou conseguir, porque o pessoal está ajudando. A pessoa recebe uma escola de graça, com merenda de graça, caneta, papel e lápis de graça, e por isso dou o conselho que ela vá em frente, porque a pessoa que não sabe estudar é um cego”, desabafou Antônio.
A parceria da Prefeitura com o MST atua em 28 turmas de alfabetização em quatro distritos: Damos (Mosqueiro), Daico (Icoaraci), Daout (Outeiro) e Dagua (Guamá). No total, são mais de 420 alunos nesse movimento de alfabetização com o método “Sim eu posso”.
Dados
O Programa Alfabetiza Belém foi criado em 2021 com a missão de alfabetizar mais de 11 mil pessoas da base do Cadastro Único para Programas Sociais – CadÚnico não alfabetizadas: para tornar o município livre do analfabetismo até 2024.
Movimentos sociais e instituições de ensino superior integram o programa com seus alfabetizadores.
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