Prefeitura de Belém e Unicef promovem ação sobre saúde mental no bairro do Guamá

• Atualizado há 4 anos ago

Uma parceria entre a Prefeitura de Belém e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) realiza ações de saúde mental dos jovens do município.

As ações do evento “Saúde mental: desenvolvimento de competências e habilidades com adolescentes e profissionais” aconteceram durante toda esta semana na Escola Estadual Governador Alexandre Zacharias de Assumpção, no Guamá. Realização da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semec) e com o apoio do Governo do Pará e promoção do Unicef.

Direitos e oportunidades 

A ação visa a fortalecer a saúde psicossocial de adolescentes e integra a “#AgendaCidadeUNICEF”, uma iniciativa do Unicef em parceria com prefeituras municipais de grandes centros urbanos brasileiros, que busca promover direitos e oportunidades de crianças e adolescentes mais vulneráveis.

Além de Belém, a iniciativa ocorre em Fortaleza, Manaus, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo.

O objetivo do evento é melhorar a atenção psicossocial, integrando o cuidado e atuação dos profissionais com os adolescentes, de forma territorializada (com oferta de cuidado aos adolescentes do bairro do Guamá).

Para a coordenadora da referência técnica de Saúde Mental da Sesma, Ester Sousa, a ação proposta no bairro do Guamá representa uma oportunidade para os adolescentes e jovens terem uma integração fundamental: dialogar com profissionais que executam as políticas públicas de assistência social, educação e saúde sobre as principais questões referentes a esse ciclo de vida (a adolescência).

Ela explica, que as adolescências estão ancoradas em uma realidade social com características marcantes: é individualizante, consumista, fluida e que impõe desafios, incluindo sustentar suas marcas próprias.

Por isso estão em um processo de desenvolvimento humano muito peculiar que requer atenção e proteção especial: uma fase de vulnerabilidade e de imensas indefinições exigindo decisões para um futuro próximo.

Bem-estar e saúde mental

“Dentro da perspectiva da Agenda Cidade Unicef em Belém, a iniciativa realizará escuta, atividades, definição de fluxos e ações de prevenção, atenção e cuidado com o bem-estar de adolescentes dos bairros Canudos, Condor, Cremação, Guamá, Jurunas e Montese, que integram o Distrito Administrativo do Guamá (DAGUA)”, explica Rayanne França, Oficial de Desenvolvimento e Participação de Adolescentes do Unicef Brasil.

Rodrigo Santos, técnico da coordenação de educação para as relações étnico-raciais da Semec, destaca que a ação no Guamá representa, entre muitas atividades, um ato coordenado e integrado por diversos profissionais. A finalidade é atender uma parte da população em situação de vulnerabilidade, diante das restrições de políticas de saúde mental, entre outras, nos quais adolescentes e jovens são maioria.

“A iniciativa também busca atender aos profissionais que atuam nessa linha de frente, para que possam desenvolver um fluxo de apoio e suporte nesse sentido”, salienta Rodrigo.

Participam da ação (nos três do evento) profissionais médicos, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, residentes, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, professores, pedagogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, educadores sociais e outros profissionais envolvidos em saúde mental no bairro Guamá.

Reflexão 

Mariana Cunz, psicóloga da unidade “Seduc na escola”, profissional de psicologia escolar, reforça a importância do evento, para a escola e como para os jovens do Guamá.

“Esse momento leva à reflexão construtiva sobre a Saúde mental, como lidar com os sofrimentos psicológicos e também quais os lugares apropriados para fazer acompanhamento, além de debater o desenvolvimento destes jovens como seres humanos para que sejam protagonistas de suas próprias histórias”, reforça Mariana.

A estudante Ingrid Isabely, de 17 anos, falou importância da ação no Guamá para discutir a saúde mental. “A pandemia nos fez ficar muito tempo em casa. Isso de alguma forma abalou o psicológico de muitos jovens. Por isso, agradeço pela oportunidade de debater e discutir esse tema que é muito importante para todos nós”, ponderou Ingrid.

Estagiário João Reis com a colaboração do Unicef e supervisão de Danielly Gomes

Texto:

Danielly Gomes

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