Com o tema “Literaturas – Identidades e Diversidade Cultural”, a Secretaria Municipal de Educação (Semec), por meio Sistema Municipal de Bibliotecas Escolares (Sismube), encerrou nesta sexta-feira, 30, a Semana Municipal do Livro e Autor Paraense, com uma linda homenagem às escritoras e aos escritores amazônidas.
A coordenada do Sismube, Andrea Cozzi, reafirmou, mais uma vez, que a Semana vai ao encontro do que determina a Lei 9.371, de maio de 2018. “Essa aproximação é o principal motivo para tornar esses autores paraenses conhecidos e que haja a circulação das obras deles”, disse Andrea, ao se referir à programação da Semana e à participação de estudantes da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Ejai) que tiveram a oportunidade de adquirir conhecimento além da escola.
Rica e diversa
O público conferiu também um pouco da mostra rica e diversa da literatura produzida na Amazônia paraense, de escritores como Heliana Barriga, Roseli Sousa, João de Jesu sPara Loureiro, Antônio Juraci Siqueira, Preto Michel, Daniel Leite e Paulo Maués.
“A educação literária é mediada pelo afeto, eu preciso acreditar na leitura como minha condição, meu estar no mundo. A criança é o leitor e escritor do amanhã. Esse campo de mediação da leitura entre escola, a família e a biblioteca é muito importante, porque é uma rede de afeto que convida a criança a conhecer a leitura”, contou feliz, Daniel Leite, pelo convite de participar da culminância da Semana e refletir com o público o letramento literário.
Avanços
A estudante da Ejai, Elisângela Amaro, 26 anos, da Escola Municipal Benvinda França Messias contou o quanto está sendo maravilho o reencontro com a escola. “Antes da pandemia não sabia escrever nada e agora tô avançando na leitura. É bem interessante estar perto dos autores paraenses neste lugar lindo, que tô conhecendo hoje” disse a cozinheira que todos os dias enfrenta o cansaço para estar na escola e fez questão de mostrar para os filhos a importância dos estudos.
A coordenadora pedagógica Luciane Teixeira explica que o trabalho da escola pública vai além do conteúdo e proporciona a apropriação da leitura pela cidade. “Um evento como este mostra para eles (alunos) que ler e escrever, produzir livros sobre a cultura paraense tem uma função social e é uma forma muito rica de se desenvolver. A escola trabalha nesta perspectiva de que o aluno aprenda a ler e escrever, mas que também se torne um cidadão consciente”, explicou a professora.
Homenagens
Entre as apresentações, o Núcleo de Artistagens do Sismube encerrou a noite com uma interferência poética para homenagear os autores convidados e também aqueles que deixaram uma rica contribuição à literatura paraense, como Maria Lúcia Medeiros, Ruy Barata e Max Martins, além do poeta popular do município de Marapanim, nordeste do Pará, que expressa seus versos por meio do canto de carimbó, Lucindo Rabelo da Costa, o Mestre Lucindo.
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