Prefeitura leva Educação Antirracista e do Campo para 25ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes

• Atualizado há 4 anos ago

Com uma educação libertadora e emancipatória, a Secretaria Municipal de Educação (Semec), apresentou neste domingo, 28, na 25ª Feira Pan-amazônica do Livro e Multivozes, atividades de fomento à educação antirracista e do campo na rede municipal.

A Coordenação de Educação para Relações Étnico-raciais (Coderer), da Semec, lançou o livro Xiré Epistemológico, que conta com a participação de autores das cinco regiões do Brasil. Do norte, há a participação dos professores da rede municipal, Sinara Dias, Ataíde Júnior e Douglas de Oliveira.

Ancestralidade – Ataíde Júnior explica que o livro faz pensar em como a cultura ancestral africana, em especial a Iorubá, pode contribuir nos processos educacionais da atualidade. “Xiré é o nome que se utiliza nas comunidades de terreiro para a roda de orixá. O livro traz um capítulo para cada divindade cultuada no Brasil e cada autor faz um paralelo entre a sabedoria ancestral e a educação”, explica Ataíde.

Oficina – O público pode participar da oficina de livro de pano sobre a cultura africana, desenvolvida pela professora Fernanda Pires, da Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental (EMEIF) Professor Almerindo Trindade, na Pedreira.

Livro de pano – “Achei muito interessante os elementos da cultura afro brasileira apresentados. O livro de pano aborda, de forma lúdica, essa temática que enfrenta muito preconceito com a questão da religião de matriz africana. É muito importante a gente abordar em sala de aula, principalmente, no interior onde  predominam as religiões evangélicas” relatou Tâmara Porto, 54 anos,  professora de Geografia, na EMEIF Isabel Barral, na comunidade de Guarumã, no município do Acará.

Fotos – A Coordenação da Educação do Campo, das Florestas e das Águas (Coecaf) trouxe exposição de fotos suspensas das ações desenvolvidas nas escolas das ilhas do Combu e Mosqueiro. Além de contação de histórias com Douglas Marupiara, que encantou as crianças.

Visitantes – A programação foi elogiada por muitos visitantes. A professora de ballet clássico, Andréa, de 22 anos, e Admilson Alcântara, de 51 anos, professor de estatística, estavam encantados com cada trabalho apresentado.

“É de extrema relevância falar deste tema diante do cenário sócio-político, que estamos enfrentando. É um momento de resistência, de resgatarmos a nossa origem brasileira. Achei muito importante ver essa diversidade na educação”, comentou Andréa.

Semente de respeito – “É interessante a proposta deste eixo para oportunizar a discussão na educação básica.  Os professores estão de parabéns por criar essa semente de respeito e entendimento da diversidade que, mesmo com todo o esforço da Base Nacional Curricular Comum, não encontra espaço bem claro pra trabalhar”, disse Admilson.

Tradução dos orixás – estande da prefeitura ainda trouxe, por meio do Centro de Referência em Inclusão Educacional Gabriel Lima Mendes, a oficina de tradução dos Orixás em Libras – Língua Brasileira de Sinais. Apresentou também em vídeo a história “O cabelo da Lelê “, em Libras e áudio descrição, que vem sendo compartilhado nas escolas municipais.

Até o final da feira, dia 4 de setembro, o estande da Prefeitura vai apresentar todas as coordenações de educação.  A programação também ocorre na Arena das Artes.

Confira aqui as duas programações da prefeitura de Belém na 25ª Feira Pan-amazônica do Livro e das Multivozes e na Arena das Artes.

Texto: Tábita Oliveira

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