Apresentação de dança, poesia, música, cantoria, performances, contação de histórias e literatura diversa e plural foram destaques nesta terça-feira, 20, na I Festa Literária de Belém (Flibe), promovida pela Prefeitura de Belém e realizada pela Secretaria Municipal de Educação (Semec). A programação da Flibe, que integra a I Bienal de Artes de Belém, prossegue até o próximo dia 23, na Fundação Cultural do Pará (FCP), no Centur.
O dia começou com muitos aplausos ao escritor paraense Antonio Juraci Siqueira. Ele é uma das quatro personalidades da literatura a receber homenagem da Prefeitura de Belém na festa literária. As crianças da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Rosenil Cordeiro da Silva se apresentaram no palco da praça do Povo, recitando trechos de poesias de Juraci colocados em corações de cartolina produzidos pelas próprias crianças.
Para quem não sabe, Juraci compartilha amor em poesias desenhadas em corações de papel. E assim, de canto em canto, em todos os cantos, ele vai levando o amor que carrega há mais de 40 anos nas suas obras. E foi este amor que transbordou ao lado dos pequenos cidadãos da escola Rosenil Cordeiro.
Homenagem – O momento foi tão sublime que o poeta “filho de boto’, como ele afirma ser, não conteve a emoção. “Ainda bem que ganhei vários corações aqui, porque um só não daria conta de resistir”, disse Juraci, que recebeu abraço de todo o público presente, em especial da criançada.
A secretária municipal de Educação, Márcia Bittencourt, presente todos os dias na Flibe, agradeceu a Antonio Juraci pelo conjunto da obra. “Agradecemos por você estar presente no mundo da nossa literatura”, pontuou.
A titular da Semec também ficou emocionada com a apresentação do recital das crianças da Emei Rosenil Cordeiro. “Vocês estão de parabéns, diretores, gestores, professores e crianças, porque eu sei o quanto a escola Rosenil vive e respira literatura”, completou a gestora.
Aos 73 anos, Antonio Juraci Siqueira, nascido na beira do Afuá, município do Marajó, diz não saber quantos livros publicou. “Acho que uns 80, mas não acho importante, porque devemos ser reconhecidos e lembrados pela obra que deixamos de legado”, ensinou o poeta, ao contar mais “causos”.
“Meu amigo e escritor Rafael Costa diz que eu sou um pai irresponsável porque não sei ao certo quantos filhos eu tenho”, lembrou, às gargalhadas.
Meninos do Paracuri: Outro espetáculo desta terça-feira literária foi a exibição do grupo de flauta doce “Encanto”, com alunos da Escola Municipal Liceu Mestre Cardoso, de Icoaraci. Apresentando composições de Gilberto Gil a Luiz Gonzaga, os meninos do Paracuri deram um show de música e eram aplaudidos a cada intervalo pela performance impecável.
O grupo foi resgatado nesta gestão, em abril deste ano, com nova formação. São 11 alunos, todos moradores da Vila Sorriso, sob a coordenação do professor Marcos Antônio Damasceno dos Santos. Amanhã, 21, eles se apresentarão às 18h na Aldeia Cabana.
E para fechar a manhã de celebração da palavra, houve apresentação das crianças da Emei Olga Benário, com recital “Mariazinha e a Chuva”, inspirada na obra da escritora e servidora da Semec Rita Melém.
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